Resumo da História do Café


Originário da Etiópia, onde já era utilizado em tempos remotos, o hábito de tomar café foi desenvolvido na cultura árabe. No início, o café era conhecido apenas por suas propriedades estimulantes. A fruta era utilizada para alimentar e estimular os rebanhos durante viagens. Em 1000 d.C., os árabes começaram a preparar uma infusão, fervendo os grãos em água. Somente no século XVI, o processo de torrefação foi desenvolvido, e, finalmente, a bebida adquiriu um aspecto mais parecido com o dos dias atuais.Era a época do Barroco e das monarquias absolutas, e a expansão do comércio internacional enriquecia a burguesia.Através do comércio dos árabes com os europeus, o consumo do café foi se ampliando e, com as grandes navegações, chegou ao Brasil.Já no início do século 18, os Cafés tornaram-se centros de encontro e reunião elegante de aristocratas, burgueses e intelectuais. Precedido pela fama de "provocar idéias", o café conquistou, desde logo, o gosto de escritores, artistas e pensadores. Lord Bacon atribuía-lhe a capacidade de "dar espírito ao que não o tem". Os enciclopedistas eram adeptos fervorosos do café e dos Cafés, que Eça de Queiroz chegou a afirmar, muito depois, que foi do fundo das negras taças "que brotou o raio luminoso de 89", referindo-se às discussões entre iluministas que precederam a Revolução Francesa.Já, o café instantâneo foi desenvolvido em 1930 pelo Instituto Brasileiro de Café e comercializado no país a partir de 1938 pela companhia suíça Nestlé.

Sêneca - Biografia




Estátua em Roma


























Estátua de Sêneca em Córdoba
Lucius Annaeus Sêneca nasceu em Córdoba, Espanha em 4 a.C e faleceu em Roma, Itália - 65 d.C. O primeiro representante do estoicismo romano, sem contar as idéias estóicas que se encontram no ecletismo de Cícero.
Conhecido como Sêneca o Jovem, era filho de Sêneca filho de Lúcio Aneu Sêneca o Velho, (55 a.C - 39 a.C) célebre orador, que teve renome como retórico e do qual restou uma obra escrita (Declamações).
O futuro filósofo Sêneca, devido a sua origem ilustre, foi educado em Roma, onde estudou a retórica ligada à filosofia. Com a saúde abalada pelo rigor dos estudos, passou uma temporada no Egito para se recuperar e regressou a Roma por volta do ano 31. Nessa ocasião, iniciou carreira como orador e advogado e logo chegou ao Senado.





Em 41 envolveu-se num processo por causa de uma ligação com Julia Livila, sobrinha do imperador Claudius I, que o desterrou.
No exílio, Seneca dedicou-se aos estudos e redigiu vários de seus principais tratados filosóficos, entre os três intitulados Consolationes (Consolos), em que expõe os ideais estóicos clássicos de renúncia aos bens materiais e busca da tranqüilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação.
Por influência de Agrippina II, sobrinha e esposa do imperador, Sêneca retornou a Roma em 49.Agripina tornou-o preceptor de seu filho, o jovem Nero, e elevou-o a pretor em 50. Sêneca contraiu matrimônio com Pompeia Paulina e organizou um poderoso grupo de amigos.


Agripina II

Claudios I

Logo após a morte de Claudius I, ocorrida em 54, o escritor vingou-se com um escrito que foi considerado obra-prima das sátiras romanas, Apocolocyntosis divi Claudii (Transformação em abóbora do divino Claudius). Nessa obra, Sêneca critica o autoritarismo do imperador e narra como ele é recusado pelos deuses.Quando Nero foi nomeado imperador, Sêneca converteu-se em seu principal conselheiro e tentou orientá-lo para uma política justa e humanitária.Durante algum tempo, exerceu influência benéfica sobre o jovem, mas aos poucos foi forçado a adotar atitudes de complacência. Chegou mesmo a redigir uma carta ao Senado na qual justificava a execução de Agrippina II em 59.





Com o avanço dos delírios de Nero e a execução de Agripina, Sêneca, depois de condescender um pouco com os maus instintos de Nero, retirou-se da vida pública em 62, passando a se dedicar exclusivamente a escrever e a defender sua filosofia. No ano de 65 foi acusado de participar na conjuração de Pisão, recebendo de Nero a ordem de suicídio, que executou em Roma, no mesmo ano, com o ânimo sereno que defendia em sua filosofia.


Morte de Sêneca, de Peter Paul Rubens - 1615 -
Óleo s/Tela - Museu do Prado - Madri – Espanha