Livro Diplomacia de Henry Kissinger

Henry Kissinger nos oferece nas 1005 páginas de “Diplomacia”, uma análise de mais de três séculos de história diplomática, do Cardeal Richelieu (1585-1642) à atualidade, concentrando-se principalmente no século XX, onde apresenta as suas próprias interpretações, decorrentes de sua experiência no exercício da profissão. É uma obra de referência e um estudo do exercício do poder e do estabelecimento gradual da ordem internacional ao longo dos últimos séculos, a partir do contraste entre as tradições européia e americana nas crises internacionais que deram conformação ao mundo contemporâneo.
Segundo Kissinger a tradição européia baseia-se na razão de Estado e na diplomacia do Concerto de Viena, isto é, no equilíbrio de poder e no sistema de alianças que mantiveram uma paz relativa na Europa no período de 1815 a 1914. Já a tradição americana, mais recente, consolidou-se a partir da convicção de que os ideais republicanos dos Estados Unidos seriam capazes de conduzir o mundo a um estado de harmonia de interesses, construído sobre o respeito à democracia, à liberdade e à auto-determinação dos povos, sob as garantias da segurança coletiva. A obra de Henry Kissinger trata da interpenetração dessas duas tradições a partir do pano de fundo dos eventos históricos.

Cobras Criadas



"A remontagem da biografia de David Nasser, que se confunde com a história da revista O Cruzeiro e faz um corte na imprensa brasileira do século 20, exigiu dois anos de pesquisas e 103 entrevistas do autor, o jornalista Luiz Maklouf Carvalho. Ao fim dessa maratona, Maklouf, produziu um livro excelente, a começar pelo título. Cobras Criadas movimenta um elenco de craques pois David Nasser brilhou num mundo repleto de ''cobras'' em jornalismo que às vezes pareciam tão confiáveis quanto urutus. Terminada a leitura, fica claro que o Brasil viveu nas décadas de 40 e 50 a era do ilusionismo. Nela, houve um templo chamado O Cruzeiro e David foi seu profeta. Sobretudo depois de 1943, quando encontrou o parceiro ideal no fotógrafo francês Jean Manzon, outro gênio da mistificação". Agusto Nunes


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